domingo, 24 de agosto de 2014









FATORES QUE PREJUDICAM O TRABALHO DO ENFERMEIRO QUE ATUA EM 
HOSPITAL 


CINTRA, Hans Doner Eric; SOUSA, Alcy Aparecida Leite; LAZZAROTTO, Elizabeth Maria; 
MEZA, Sheila Karina Lüders; KURMANN, Regina Aparecida da Silva; COSTA, Elenir da 
Silva; ROZIN, Arnei Júnior; DELL’ARINGA, Fernando Kami; VIDAL, Kiussa Taina Geteins & 
SDEBSKI, Dohane Cristina Pereira 
INTRODUÇÃO 

 O trabalho, do ponto de vista de Ferreira (1995, p. 642), é uma “atividade 
coordenada, de caráter físico e/ou intelectual, necessária à realização de qualquer 
tarefa, serviço ou empreendimento”. É definido também como a “aplicação das 
forças e faculdades humanas para alcançar um determinado fim”. No entender de 
Sampaio; citado por Beck (2001, p. 15), “existe uma onipresença do trabalho 
humano em todas as expressões da vida social, situando o trabalhador numa 
hierarquia social de valores, com prestígio social diferenciado e remetendo-os a 
diferentes possibilidades de consumo, facilidade, adoecimento e morte”. 
 Segundo Chiavenato; citado por Breda; Lazzarotto e Sotel (2006, p. 15), “as 
organizações são unidades sociais ou agrupamentos de pessoas, que buscam 
atingir os objetivos específicos”. Nestas estão inclusas universidade, instituições 
públicas e privadas, hospitais, creches, clubes, casa religiosas e organizações sem 
fins lucrativos. 
 As instituições de saúde investem fortemente em novas tecnologias para 
alcançar este objetivo, porém esta qualidade é oferecida apenas aos usuários. Os 
hospitais não aplicam seu capital nos funcionários; falam de qualidade de serviços, 
mas esquecem da qualidade de vida dos funcionários, que passam a maior parte do 
dia trabalhando. Estas horas não devem ser consideradas um suplício. O estresse 
provoca irritabilidade, fadiga, falta de interesse, ansiedade, distúrb ios docomportamento, propensão a acidentes, insônia, mudanças fisiológicas, entre outros 
males (VIDAL, 2002). 

sábado, 23 de agosto de 2014

Noticias
      
20/8/2014 06:59:54


Dupla jornada é realidade para profissionais da Enfermagem 

A redução da jornada de trabalho é um sonho acalentado pelos profissionais da enfermagem há cerca de 50 anos. Em 2000, o senador Lucio Alcântara tornou esse sonho no Projeto de Lei 161/99 (Senado) e 2295/00 (Câmara Federal). No entanto, há 14 anos a categoria luta e somente agora consegue vislumbrar uma luz no fim do túnel.

Dentre os vários argumentos utilizados está o de que o profissional mais descansado oferecerá uma melhor prestação de serviços aos pacientes. 

Trabalhando com a Saúde, é necessário também tê-la  para o bom desenvolvimento do trabalho e, assim, evitar erros no atendimento ou no diagnóstico dos pacientes. As 30 horas semanais para profissionais da Saúde é recomendada, inclusive, pela Ordem Internacional do Trabalho (OIT). Mas alguns contrários - poucos, é preciso ressaltar -, contra-argumentam dizendo que a redução ocasionará o duplo emprego.



A dupla jornada é comum para os trabalhadores do setor que se dividem entre dois e até mesmo três hospitais e/ou unidades de saúde cumprindo plantões de 12 e 24 horas. Maria São Pedro, auxiliar de enfermagem que atua em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) exerce a dupla jornada e chega a trabalhar 88 horas semanais entre o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e a Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia - (FBHC).



Nossos salário são baixos, como trabalhamos em plantões de 12h (trabalho) por 36h (descanso) conseguimos nos dividir entre os empregos. Sem isso não teríamos condições de nos sustentar e às nossas famílias, explica.